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A escola está a roubar-me todo o tempo que tinha disponível. Isto aliado com o facto de o tempo não estar agradável, e não justificar o tr*b*lh* de me equipar todo para fazer 5 minutos de viagem, quer para casa, quer para a escola, tem feito a Deauville estar meio parada.
Este sábado passado, foi a excepção, não foi muito, foram 140Km mas acreditem, deveras muitíssimo agradáveis pelo interior do Alentejo, na companhia de dois amigos de longa data, o Bala na sua Bandit 600, e o Pires na Virago 535.
10:00 quando me levantei, olho pela janela, dia espectacular :? *suspiro* não fosse ter um tr*b*lh* de Interacção Pessoa-Computador, e outro de Direito da Informática... Tenho a secretária mesmo ao lado da janela, que por sua vez dá para a rua de uma das saídas da cidade. Começam a sair motos de todos os tipos :shock:
11:00 como que numa explosão, digo à Teresa "Queres ir passear de moto? Eu não aguento mais estar fechado em casa a estudar, já chega, de tarde vou passear!" Ela não podia ir pois tinha mesmo muitos tr*b*lh*, mas concordou que se eu continuasse em casa ia dar em maluco. Vou ao tlmvl, SMS ao Pires e ao Bala, procuro mais pessoal da zona, e foi aí que constatei que de facto, os contactos mais recentes desapareceram por causa do incidente que tive com o HTC Touch.
13:30 Respostas: Bala responde “vamos, é só terminar de almoçar com a minha respectiva” Pires responde “da-me meia hora pra almoçar e equipar” Marca-se a hora de partida, e local, Bombas do Inter às 14:30
14:30 Já nas bombas do Inter, decide-se o destino da viagem, para começar, Beja – Serpa - Pias – fazer aquelas magníficas curvas, e depois se verá. Após uma pequena pausa imprevista já à saída da cidade para verificar a pressão dos pneus da Deauville, seguimos então rumo a Serpa. Logo após o cruzamento para Pias, paramos, o Pires está num “ferro” e não se sente confortável a fazer curvinhas mais a preceito, portanto o Bala e eu seguimos à frente, encontramo-nos no final das curvas, mesmo antes de Pias.
15:00 Antes de Pias, onde tínhamos combinado nos encontrar, foi pausa para os fumantes tabaquearem, aí o Sr. Maldonado (o Bala diz que era Baldonado, não temos a certeza agora) habitante local, conversou um pouco connosco, trocámos experiências, onde nos contou das suas peripécias a andar de moto à pendura com um amigo seu, foi deveras cómico e interessante.
15:50 Em Pias, parámos logo no primeiro cafezito que encontrámos, tomar café, e decidir o próximo destino. Pias – Moura são 12Km, e mais 12Km até ao Alqueva, bora lá ver se ainda há água! Na barragem! Ainda no café, tomei conhecimento de uma estrada que ligaria Alqueva a Vidigueira, esta mais tarde viria a revelar-se a surpresa da nossa pequena viagem. Já eram umas 16:30 portanto já íamos a olhar ao relógio pois após o sol posto esperávamos muito frio, para o qual não estávamos devidamente equipados.
17:00 Alqueva, pausa para observar um Audi R8, Pires quer ir ao café para necessidades fisiológicas, chegamos ao café, estava tudo em obras, nem no parque se podia estacionar, resultado, foi tudo ali atrás da moita, alias, o Bala trocou a frente da moita com a parte de trás, e acabou urinando de frente para o transito facto que se revelou cómico. Aproveitei para apanhar umas pedrinhas em xisto para o meu aquário, os peixinhos agradecem.
17:20, Sentíamos os primeiros indícios do frio que ia fazer, seguimos então direito à aldeia que dá nome à imponente represa causadora do maior lago artificial da Europa. Apanhamos então a estrada EM538, e meus amigos, aqui foi de facto deslumbrante. A Estrada começou com umas curvinhas que fizemos devagar, já que a estrada é muito estreita, mas depois, a paisagem, a envolvente, é indescritível. Um pouco antes de Marmelar, encontramos um Sr. Com um barco de borracha mal atado, que voou de cima da sua camioneta, apanhámos um valente susto, por sorte, íamos na maior das calmas, não houve nenhum problema. Ele próprio confessou que após ter bebido já umas, já nem via muito bem como é que havia de atar o barco. Aqui, o frio acentuou-se, e o facto de termos o sol quase a por-se foi mesmo um facto que dificultava a condução, mas as cores, os cheiros, a envolvente eram de facto espectaculares.
18:00 Passámos Alcaria, na Vidigueira o Pires abasteceu a sua Virago535 pois estava com receio de ficar a pé, mas afinal ainda tinha meio depósito! Alguém devia de ensinar o rapaz a ver com um fósforo quanto combustível tem na moto!
18:15 Seguimos para Beja, onde cada um foi às suas, fim de uma volta mesmo espectacular!
Agradecimentos ao Bala, ao Pires, ao Sr. Maldonado (ou Baldonado) e ao Intermarché por ter a gasolina mais barata que as demais estações de serviço! Não esquecendo também a máquina fotográfica do Bala que por ter frio, ou vergonha, optou por não saír do bolso do casaco do seu dono e por isso não temos fotos :lol:
PS: Algumas horas podem não estar totalmente correctas, andamos sempre bem abaixo dos limites de velocidade
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